Mais valor para a mata nativa


O grande mote da Conferência de Copenhagen foi o REDD – Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação. O assunto mostra ser extremamente polêmico, porque envolve uma estratégia que não só melhora o clima do planeta através da proteção da mata nativa, mas também impacta diretamente no uso do solo, na sobrevivência de populações tradicionais, na conservação da fauna e flora, na proteção dos recursos hídricos, e por isso influi no meio ambiente como um todo.

Então, o REDD se trata de uma política de remuneração baseada em emissões evitadas para aqueles que mantêm áreas nativas, que atualmente gera certificados de redução de emissões voluntários, que podem ser negociados nas mais diversas bolsas de valores do mundo. Dessa forma, os proprietários que conservam áreas de mata nativa seriam remunerados para que se possa dar mais valor à mata nativa e assim tornar o desmatamento uma atividade menos vantajosa.

Porém, mesmo apresentando um dos maiores potenciais de REDD do mundo, o Brasil ainda possui poucas iniciativas difundidas, e as atuais são quase que exclusivas do bioma amazônico. Por essa razão é fortemente recomendado que os estados, e não somente os amazônicos, tenham mais atenção a essas estratégias. Pois, a mata atlântica e o cerrado, por exemplo, se mostram como biomas reconhecidamente ameaçados e tão importantes como o amazônico.

Com o potencial brasileiro, o REDD pode ser um ótimo indutor de preservação ambiental, em consonância com a proteção possibilitar a entrada de mais divisas estrangeiras, pois a maioria dos certificados de reduções das emissões são destinados a investidores estrangeiros. E o fato de as estratégias internacionais da ONU andarem vagarosamente não pode ser um fator de desânimo para as possibilidades brasileiras. Afinal de contas temos no Brasil grandes oportunidades que devem estar prontas e quantificadas quando se decidir algo nesse sentido em nível mundial. Aliás, só quando o Brasil quantificar o quanto pode entrar na economia com o REDD é que vai se ter idéia do quanto é necessário investir nisso.

A questão então é saber se o Brasil vai estar mais uma vez despreparado para os investimentos climáticos ou se vai marcar vanguarda nessas questões e abocanhar fatias consideráveis do mercado mundial como fizeram Índia e China no início do MDL.

Para conhecer melhor o REDD e demais oportunidades climáticas, acesse o Guia de Oportunidades Climáticas.

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